Mais do que isso, essa nova expressão esconde o verdadeiro pressuposto daqueles que defendem tão arduamente esse tipo de aborto: a eugenia. Na verdade, o que há aqui é a intenção de impedir a procriação de seres humanos portadores de doenças, de problemas físicos ou incapacitantes. Quem serão os próximos da lista?
Não importa se os bebês irão sobreviver por uma hora ou por um dia, mas o direito à vida é intocável, principalmente em se tratando de seres humanos frágeis e indefesos. Além do mais, se podem decidir sobre dar fim à vida de um feto, quais serão os valores que ainda servirão de base à proibição da eutanásia?
Infelizmente, em nosso país aqueles que devem legislar estão muito ocupados se defendendo de cachoeiras de acusações e, sobretudo, pensando em seus próprios interesses. Assim, cabe a alguns poucos interpretar nosso caótico sistema de leis e, sob o manto da imparcialidade(?), autorizar práticas totalmente contrárias ao princípio básico de proteção à vida humana.
