domingo, 15 de abril de 2012

STF libera "interrupção de gravidez" de anencéfalos

Por 8 votos a 2 o Supremo Tribunal Federal (STF) liberou, nessa semana, a "interrupção da gravidez" de anencéfalos. Bem, não querem que usemos a expressão "aborto" para esses casos, pois, ao que parece, a expressão é muito "forte". Não obstante a falta de humanidade daqueles que defendem tal ato, o que se percebe é o velho hábito de dar nomes novos a coisas velhas, principalmente visando dar um ar de diferença, de novidade.

Mais do que isso, essa nova expressão esconde o verdadeiro pressuposto daqueles que defendem tão arduamente esse tipo de aborto: a eugenia. Na verdade, o que há aqui é a intenção de impedir a procriação de seres humanos portadores de doenças, de problemas físicos ou incapacitantes. Quem serão os próximos da lista?

Não importa se os bebês irão sobreviver por uma hora ou por um dia, mas o direito à vida é intocável, principalmente em se tratando de seres humanos frágeis e indefesos. Além do mais, se podem decidir sobre dar fim à vida de um feto, quais serão os valores que ainda servirão de base à proibição da eutanásia?

Infelizmente, em nosso país aqueles que devem legislar estão muito ocupados se defendendo de cachoeiras de acusações e, sobretudo, pensando em seus próprios interesses. Assim, cabe a alguns poucos interpretar nosso caótico sistema de leis e, sob o manto da imparcialidade(?), autorizar práticas totalmente contrárias ao princípio básico de proteção à vida humana.

domingo, 7 de junho de 2009

Para ler...

Aqueles que gostam de uma boa leitura a respeito do mundo da gestão, podem visitar a coluna do Thomas Wood Jr., na revista Carta Capital (www.cartacapital.com.br). Um texto claro, preciso, crítico e, sobretudo, embasado. Muito bom!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Nossa justiça: mãe e madrasta

Comentário divulgado no Portal Uol nesta quinta-feira demonstra, uma vez mais, o quanto nossa justiça(?) é, no mínimo, incoerente.

O ex-banqueiro Salvatore Cacciola não tem motivos para se preocupar com a justiça(?) brasileira, pois esta, como afirmou Lucia Hippolito, colunista do Uol, tem sido uma verdadeira mãe para ele.

Uma mãe que faz cafuné, que protege o filho quando este encontra-se em perigo, que o defende em toda e qualquer circunstância, mesmo sabendo que foi ele mesmo quem chutou a bola contra a vidraça do vizinho. Não adiantam as evidências, as provas são inúteis, pois o instinto maternal é mais forte.

É assim que nossa justiça(?) tem tratado seus mais queridos filhos.

Perdoem-me a grosseria na comparação, mas são tantos os sobrenomes desses filhos malditos, que nossa justiça(?) mais parece uma meretriz, que se vende por qualquer trocado, que sai mundo afora fazendo filhos a torto e a direito. Bem, pelo menos ela não deixa os seus ao relento: trata-os com carinho, deixa seu colo sempre disponível, ouve e atende a todos com zelo e amor.

Como dever ser gostoso ser filho dessa nossa justiça(?)... Sim, só posso imaginar que deve ser extremamente prazeroso ser um dos seus escolhidos, pois, assim como a imensa maioria dos brasileiros, não faço parte desse seleto grupo. Em nosso caso, caros amigos, a justiça(?) nada mais é que uma madrasta infeliz, cujo exemplar mais recente é a tão falada Ana Carolina Jatobá, madrasta da Isabella Nardoni.

Cuidado! Nossa madrasta pode, a qualquer momento, nos sufocar até a morte... E não se preocupem, se o sufocamento não for suficiente, sempre haverá um apartamento no 6º andar de um prédio...

Deus nos salve da justiça(?) brasileira!

terça-feira, 15 de julho de 2008

Montes Claros entre as 100 melhores cidades para construir o seu sucesso profissional!

Montes Claros está entre as 100 melhores cidades do país para se construir uma carreira profissional de sucesso. De acordo com pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), publicada na última edição da revista Você S/A (edição nº 121, de julho de 2008), a cidade ocupa a 93º posição, estando à frente de algumas importantes cidades no cenário nacional: Ponta Grossa/PR, Contagem/MG, Anápolis/GO, Mossoró/RN, Boa Vista/RR, Guarapuava/PR e Foz do Iguaçu/PR.

Os critérios para realização da pesquisa foram os seguintes:
1. Educação (peso 3)Número de matrículas e oferta de cursos de graduação, mestrado e doutorado.
2. Vigor econômico (peso 2)Arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS) e Produto Interno Bruto (PIB) municipal, ambos per capita.
3. Saúde (peso 1)Número de leitos e de profissionais de saúde para cada 1 000 habitantes.

O simples fato da cidade aparecer na pesquisa já deve ser comemorado. Deve-se sempre ressaltar que a imagem da região norte-mineira que circula Brasil afora é de extrema pobreza, de baixo desenvolvimento. Aos poucos, os resultados alcançados pelos norte-mineiros, e em especial pelos montesclarenses, têm contribuido para apagar essa imagem.

Não obstante algumas instituições (públicas, privadas, ONGs) ainda serem símbolos da ineficiência e do desrespeito às pessoas, além de um profundo eixo clientelista e coronelista que insiste em perpassar as relações (sociais, comerciais, de trabalho) em nossa Montes Claros, parece que a busca por melhores condições de vida para todos tem conseguido levar a cidade adiante.

Esperamos que as pessoas de bem continuem levando nossa cidade a patamares cada vez mais elevados.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Eleições 2008

Em tempos de eleição, é bom conhecermos um pouco melhor nossos/as candidatos/as. Caso tenham um tempinho, dêem uma olhadinha no site http://www.quemeruy.blogspot.com/. Essa é uma das grandes vantagens da internet: possibilidade de acesso rápido às informações. Divulguem!!!

terça-feira, 15 de abril de 2008

Novo perfil do Administrador - I

O contexto atual é palco de grandes e crescentes transformações em suas diferentes esferas – economia, relações de trabalho, meio ambiente, política, tecnologia etc. Tais transformações não são inócuas, provocando os mais diversos efeitos sobre pessoas, empresas e organizações. Na realidade, esse novo contexto tem imposto grandes desafios naquilo que diz respeito à gestão das organizações, com ou sem fins lucrativos. Em grande medida, esses desafios refletem questionamentos impostos pela sociedade a um padrão de gestão fortemente baseado em uma racionalidade estritamente econômica, responsável por práticas nem sempre voltadas para o respeito ao ser humano e ao meio ambiente.

Existe, portanto, um certo clima de inquietação, de questionamento das práticas, dos saberes e do ensino em administração. Como aponta pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Administração (CFA) no ano de 2006, junto a administradores, professores, empregadores e outras organizações, as instituições de ensino superior (IES) que oferecem cursos de graduação em administração têm procurado adequar seus currículos às novas demandas. Assim, existem lacunas que precisam ser preenchidas, sendo que as principais, conforme a pesquisa citada, referem-se a conteúdos relacionados ao empreendedorismo, ao desenvolvimento sustentável e ao comportamento ético empresarial.

É justamente nesse sentido que Omar Aktouf clama por uma renovação do ensino da Administração, quando aponta que uma das principais reflexões que deveriam nortear os professores em gestão seria: "Integrar a preocupação com a ética nos atos de gestão, a preocupação com as conseqüências diretas e indiretas das atividades da empresa sobre as pessoas, sobre a sociedade e sobre a natureza."

Paralelo a isso, o curso de bacharelado em Administração obteve um significativo aumento de sua procura. Talvez, esse fenômeno seja reflexo do reconhecimento da sociedade em relação à importância do saber do administrador para o desenvolvimento sustentável da nação. Ressalte-se, no entanto, que esse reconhecimento ocorre ao mesmo tempo em que se exigem novas e renovadas posturas e comportamentos dos administradores, conforme afirmações precedentes.

Em termos regionais, é sabido que o Norte de Minas é historicamente marcado por índices de desenvolvimento inferiores àqueles observados na maioria das regiões do Estado. Isso representa clara necessidade de ações voltadas ao desenvolvimento econômico e social da região, essencialmente perpassadas pelo eixo da sustentabilidade ambiental e com vistas à melhoria da qualidade de vida das pessoas. Com efeito, o papel desempenhado pelo Administrador é de extrema importância e não pode estar dissociado da realidade a qual está relacionado (social, humano, meio ambiente).

Diante do exposto, cabe à cada IES questionar e reorientar o processo formativo de seu curso de administração, adequando-o às novas exigências sociais, através de um debate que se inicia pelo perfil esperado do egresso e pela definição de quais serão as práticas pedagógicas a serem utilizadas para garantir uma formação orientada para os valores estabelecidos por essa realidade.